Por Marco Ribeiro
O mercado de alimentos em conserva no Brasil tem mostrado sinais de crescimento, impulsionado pela busca por praticidade e durabilidade. Embora represente uma fração modesta da indústria de alimentos e bebidas, o segmento vem conquistando espaço em grandes centros urbanos e em nichos de exportação.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o setor movimentou em 2024 cerca de R$ 1,27 trilhão. “Dentro desse montante, as conservas e enlatados respondem por uma fatia estimada entre 1% e 3%”, apontou a entidade em relatório. Isso significa algo entre R$ 12,7 bilhões e R$ 38 bilhões anuais.
A demanda por produtos como milho, ervilha, palmito, atum e sardinha enlatados é crescente. “O consumidor urbano valoriza a conveniência e a segurança alimentar que os enlatados oferecem”, afirmou um estudo da Embrapa sobre hábitos de consumo.
No cenário internacional, o Brasil se destaca como exportador de alimentos industrializados. “O país já envia produtos para mais de 190 mercados, consolidando-se como supermercado do mundo”, destacou a ABIA. Conservas e enlatados fazem parte desse portfólio, ainda que não apareçam isolados nas estatísticas oficiais.
Especialistas apontam que o crescimento do setor está ligado à mudança de hábitos. “O consumidor busca praticidade sem abrir mão da qualidade”, afirmou a pesquisadora Maysa Calmona, em entrevista sobre inovação alimentar. Essa percepção fortalece a posição das conservas como alternativa viável no cotidiano.
Com perspectivas de expansão, o mercado de conservas deve continuar a ganhar relevância. A combinação de conveniência, segurança e potencial exportador coloca o segmento como peça estratégica dentro da indústria de alimentos brasileira, mesmo que sua participação ainda seja pequena em relação ao todo.