Fim da 'taxa das blusinhas' gera revolta no setor têxtil
Governo zerou imposto de importação para compras até US$ 50, mas indústria alerta para risco de desemprego e concorrência desleal
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 13/05/2026 08:22
Indústria
Divulgação

O governo federal revogou o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Agora, os consumidores pagarão apenas o ICMS estadual de 17%. A medida visa reduzir preços para o consumidor, mas provoca reação contrária da indústria têxtil.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que “a medida cria vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional”. Para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a revogação é “extremamente equivocada” e amplia a desigualdade tributária no setor.

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) repudiou a decisão, chamando-a de “grave retrocesso econômico” e alertando para o risco de perda de “18 milhões de empregos” no segmento. Segundo a entidade, a medida pode levar ao fechamento de pequenas e médias empresas.

Fabricantes destacam que enfrentam “carga tributária elevada, juros altos e custos regulatórios”, enquanto concorrentes estrangeiros entram com menos encargos. Eles também apontam para o impacto na arrecadação pública, já que o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão entre janeiro e abril de 2026.

Do lado dos consumidores, o fim da taxa representa “redução imediata nos preços” das compras internacionais. Plataformas como Shein e Shopee apoiaram a decisão, afirmando que ela favorece o acesso a produtos mais baratos para os brasileiros.

O principal risco apontado é o aumento da concorrência desigual, que pode prejudicar a indústria nacional e levar à perda de empregos e retração de investimentos. Parlamentares já se mobilizam para discutir medidas compensatórias e proteger o setor têxtil e varejista. (Com informações dos portais ND Mais, Diário de Pernambuco, G1)

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