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Ensino médio insere jovens no mercado de trabalho
Formação básica e técnica garante mais empregos imediatos que cursos superiores em humanas, segundo dados oficiais
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 05/04/2026 12:31 • Atualizado 05/04/2026 13:00
Infraestrutura & Logística
Agência Câmara

O ensino médio continua sendo a principal porta de entrada para jovens brasileiros no mercado de trabalho. De acordo com dados do IBGE e do Ministério do Trabalho, a maioria dos adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos que conseguem emprego têm apenas o ensino médio completo.  

Em 2024, havia cerca de 14 milhões de jovens ocupados nessa faixa etária, número que representa um aumento em relação a 2019, quando eram 13,7 milhões. A maior parte dessas vagas está relacionada a funções que exigem escolaridade de nível médio, mostrando que essa formação ainda é decisiva para a inserção profissional.  

Já entre os graduados em cursos superiores, especialmente nas áreas de humanas, a realidade é diferente. Apenas 12% dos egressos das universidades conseguem cargos de nível superior compatíveis com sua formação, segundo levantamento publicado em 2024. Muitos acabam aceitando empregos de nível médio para garantir renda.

Outro dado relevante é que 5,2 milhões de jovens entre 14 e 24 anos estavam desempregados em 2023, o que corresponde a mais da metade do total de desempregados no país. Esse grupo é formado em grande parte por jovens que ainda não concluíram o ensino médio ou que enfrentam barreiras para ingressar na universidade.  

O ensino técnico, que complementa o ensino médio, apresenta índices ainda mais positivos. Três quartos dos formados em cursos técnicos conseguem emprego na área em menos de um ano, com salários até um terço maiores do que os de quem possui apenas o ensino médio. Isso reforça a importância da formação prática e voltada para demandas imediatas da economia.  

Enquanto diplomas universitários em filosofia ou sociologia podem enfrentar barreiras de absorção pelo mercado, cursos técnicos e o próprio ensino médio se consolidam como caminhos diretos para o emprego. Empresas buscam jovens com escolaridade básica e habilidades práticas, o que explica a alta empregabilidade nesse segmento.  

O tempo de formação também pesa. Cursos técnicos duram entre um e dois anos, enquanto a graduação exige quatro anos ou mais. Essa diferença permite que jovens com ensino médio ou técnico ingressem mais cedo no mercado e conquistem independência financeira rapidamente.  

Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério do Trabalho e Emprego, Correio Braziliense, CIEE, Agência Brasil. 

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