O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, será transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP) em São Paulo após a conclusão dos trâmites de custódia na Polícia Federal. A definição da unidade caberá às autoridades do sistema penitenciário estadual, que verificarão a disponibilidade de vagas.
Vorcaro foi preso preventivamente nesta quarta-feira (4) por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero. Além dele, também foram detidos Fabiano Campos Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva.
Na primeira fase da operação, em novembro de 2025, Vorcaro havia sido levado ao CDP 2 de Guarulhos, mas desta vez não há indicação de que retornará à mesma unidade. Fontes da PF avaliam como improvável uma transferência para Brasília, já que a decisão não condicionou a custódia à capital federal.
O empresário passará por audiência de custódia, destinada a verificar se os procedimentos da Polícia Federal foram cumpridos corretamente. Além da prisão, ele também foi alvo de mandados de busca e apreensão.
Mendonça autorizou que todos os presos sejam encaminhados ao sistema prisional estadual, onde permanecerão à disposição do STF. Caberá às autoridades locais prover a estrutura necessária para custódia, escoltas em audiências presenciais ou por videoconferência, além de atendimentos médicos e deslocamentos.
A operação investiga crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos, supostamente praticados por organização criminosa. O ministro determinou ainda o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens e ativos, para impedir movimentações financeiras suspeitas e preservar valores relacionados às irregularidades.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também será encaminhado ao sistema prisional após a conclusão dos procedimentos formais da prisão em São Paulo. Os demais detidos, Mourão e Roseno da Silva, foram presos em Minas Gerais e seguirão para unidades prisionais locais.
Com a nova fase da Operação Compliance Zero, o STF reforça a atuação contra práticas financeiras fraudulentas e intimidação de críticos, consolidando o caso como um dos maiores escândalos recentes do setor bancário brasileiro.
Fonte: STF e Polícia Federal